Quando a noite entorpece a cidade
Calmamente flutuo por suas ruas
Pelo caminho, boêmios, poetas ébrios, nostálgicos mendigos e eu
- Que sou uma junção desses mundos!
Sons do passado irrompem o silêncio
O velho Navio Fantasma
E o badalar de um nobre sino
Presságios dementes
Ecoam no Porto da Solidão
As pessoas dormem morbidamente sedadas
Inertes na ilusão!
Oh cidade portuária!
Que acolhe cansados corações forasteiros
Suas noites trazem à tona sentimentos inexplicáveis
Como as estrelas que necessitam da escuridão
Para nos hipnotizar com a sua sublime incandescência
Careço do silêncio da sua noite
Para envolver os gritos da minha alma.
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