terça-feira, 5 de agosto de 2008

Devaneios

Sou o filho bastardo do mundo
Nasci em uma gélida noite de inverno
A lua cheia fascinava
E as estrelas faziam verter lágrimas
Dos olhos de pobres corações solitários
Amamentei-me com voracidade
Nos seios da insanidade
Aprendi na insistência de meus erros
Tentei envelhecer
E dar uma forte tragada no conformismo
Mas a dúvida partiu meu ser ao meio
Transformando-me em uma eterna criança
Que muda de direção como o vento
E adora se divertir com um brinquedo misterioso
Chamado vida.