quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Amor

A pessoa que ama passa a portar um grande egoísmo. Sem ao menos perceber, a pessoa amada deve atender a seus anseios, caso contrário o sofrimento lhe invade o espírito. Apenas um sorriso para elevá-la as alturas. E um ar de indiferença para despencar de uma altura ainda maior. Junte o amor, o egoísmo e o remoto, amores imperfeitos. O cúpido que discretamente suicidou-se. Corações acostumados a bater mais forte para o distante e para o mistério. Seria como amar a lua, o sol e a linha do horizonte, a beleza é tão grandiosa que se apaixonamos e nos tornamos devotos solenes ante essa perfeição. Não conseguimos tocar nem ao menos sentir o sabor dessa culminância, mas não hesitamos em admirar, absortos e sedados. Amar o tangível. Amar o perfume da rosa. Eis o amor, as faces e a distante diferença.

3 comentários:

Unknown disse...

lindo o texto e a nova cara do blog!

;D

té manhã parceiro

Aline Wernke disse...

Que LINDO!

jao disse...

Belo texto, é sempre bom ler sobre o amor.
Abraço!